O toque vira pó, o mundo vira cinza,
entre heróis e monstros, quem é que ainda avisa?
Meu riso é trauma, meu poder é ruína,
Shigaraki, o fim começa na esquina.
Cresci no ódio, sem ninguém pra me entender,
as mãos no meu corpo me lembram o que não quis ser.
Um toque e tudo morre, mas o que morre é dentro,
meu peito é um campo minado de sofrimento.
All For One me viu, moldou minha dor,
ensinou que o mundo se constrói no terror.
Mas cada explosão que eu trago na alma,
é o grito de uma criança pedindo calma.
Cinzas no vento, o herói já não vem,
entre o bem e o mal, eu não sei quem tem razão também.
Meu toque é sentença, meu choro é prisão,
Shigaraki no beat, o fim é minha canção.
Odeio os sorrisos falsos da cidade,
falam de justiça, mas é só vaidade.
A cada ruína que toco, sinto leveza,
como se a dor virasse beleza.
No espelho, vejo o garoto que implorava amor,
agora ele é sombra, é pura dor.
Heróis? Só máscaras em corpos quebrados,
eu só arranco as mentiras dos seus fardos.
Cinzas no vento, o herói já não vem,
entre o bem e o mal, eu não sei quem tem razão também.
Meu toque é sentença, meu choro é prisão,
Shigaraki no beat, o fim é minha canção.
Me chamam vilão, mas quem criou o vilão?
O mundo que mata o sonho é a real destruição.
Se tudo apodrece, que apodreça comigo,
no toque final, eu sou meu próprio abrigo.
O caos é arte, o toque é destino,
a morte é trilha, e eu sou o caminho.
Não quero ser deus, só quero silêncio,
no pó que resta, nasce meu sentimento.