Eu juro não me zangar contigo.
Tu juras não te quereres zangar.
Surge o ciúme entre os dois,
A dúvida, depois.
E é este o nosso verbo amar.
E assim o nosso amor contém
Um mal que, às vezes, é um bem.
Pois quando vem a paz num beijo
Nenhum de nós pode negar.
Que a zanga deu ensejo
A termos o desejo,
De não nos querermos separar.
Contente, por me veres vencida.
Vencido, por me veres chorar.
Por fim, esqueço a razão
Tu falas-me em perdão
E é este o nosso verbo amar.