Verso 1:
Acordo cedo, olho o céu cinza,
Nas ruas da quebrada, ninguém me avisa,
Correria do dia a dia, sobrevivência,
Nessa selva de concreto, ninguém tem paciência.
Olho pro lado, vejo irmão na luta,
Correndo atrás, escapando da conduta,
Paredes grafitadas contam nossa história,
De vitórias e derrotas, seguimos na memória.
Refrão:
E na batida do trap, eu vou,
Com o coração na rima, eu sou,
A voz da quebrada que não cala,
Mesmo na tempestade, a gente não para.
Verso 2:
Noite cai, luzes piscam na avenida,
Vida bandida, muita treta envolvida,
Mas eu sigo firme, na fé, na missão,
Respeito é minha arma, rima é munição.
Sonho com dias melhores, sem opressão,
Onde a favela brilha, sem discriminação,
Caminhando junto, lado a lado,
No flow da batida, ninguém é deixado.
Refrão:
E na batida do trap, eu vou,
Com o coração na rima, eu sou,
A voz da quebrada que não cala,
Mesmo na tempestade, a gente não para.
Ponte:
E se a vida é um jogo, eu tô pra ganhar,
Com a mente afiada, sempre a rimar,
Cê sabe como é, não dá pra vacilar,
Trap, rap, hip-hop, tamo aí pra somar.
Refrão:
E na batida do trap, eu vou,
Com o coração na rima, eu sou,
A voz da quebrada que não cala,
Mesmo na tempestade, a gente não para.
Outro:
Essa é a vida na quebrada, sem ilusão,
Na base do trap, solto meu refrão,
Rap é resistência, é nossa expressão,
Com orgulho, levanto minha bandeira e paixão.