Eu não sei nem porque cargas d’água
Me meti nessa tua infinita ilusão
Só sei que a distância nos deixa
Tão perto e tão sós
Toda vez que teu rosto me assombra
Passo o tempo enfurnado
Pasmado, infeliz na esperança
De um dia entender
O que passa na noite nas ruas
Na nossa má vontade de sobreviver
E eu não posso não devo não quero
Me separar
Mas agora essa vida tão breve
Não serve pra nada
Não presta não há
Não bate essa bola
Não cola não vai
Não dá pra esperar
Toda noite me espanto me engasgo
E choro no ombro de quem me aturar
Eu não posso não devo
Nem nunca vou te abandonar
Eu não sei nem porque cargas d’água
Me meti nessa tua infinita ilusão
Só sei que a distância nos deixa
Tão perto e tão sós
Toda vez que teu rosto me assombra
Passo o tempo enfurnado
Pasmado, infeliz na esperança
De um dia entender
O que passa na noite nas ruas
Na nossa má vontade de sobreviver
E eu não posso não devo não quero
Me separar
Ainda ontem na tela brilhante
Enxerguei o detalhe no jeito de olhar
Não sabe de nada
Não tem nem ideia da situação
Não me canso de olhar pra esses olhos
Pensando na hora de se acontecer
E eu não posso
Não devo
Não quero
Me separar
Eu não posso não devo
Nem nunca vou te abandonar
E eu não posso não devo não quero
Nem vou te largar