No silêncio da noite ela desperta,
olhar de lua, alma incerta.
Entre o monstro e o amor que resta,
Nezuko caminha — pura, mas modesta.
Queimaram meu lar, deixaram cicatriz,
mas do fogo nasceu o que não se desfaz.
Sou a flor que sangra, mas ainda sorri,
guardo o instinto — mas o amor me refaz.
Correndo ao lado do irmão guerreiro,
cada lágrima pesa um mundo inteiro.
Em mim há trevas, mas há ternura,
sou o contraste entre dor e doçura.
Mesmo no escuro, brilho em calma,
sou chama suave, luz da alma.
Entre monstros e a dor da estrada,
Nezuko luta — e nunca é nada.
Mordaça na boca, pra conter a fera,
mas meu coração ainda espera.
O toque da lua, a voz sincera,
que me lembre que fui primavera.
Cada batalha é mais que guerra,
é busca por paz em meio à terra.
Quando o sangue arde, eu respiro flor,
sou caos, mas também sou amor.
Mesmo no escuro, brilho em calma,
sou chama suave, luz da alma.
Entre monstros e a dor da estrada,
Nezuko luta — e nunca é nada.
Se o mundo me dar a escuridão,
respondo com fé, não com destruição.
Tanjiro, irmão, sinto tua força,
sou tua chama, tua centelha que reforça.
Então me vê dançando entre brasas,
leve, serena, alma em asas.
Nezuko Kamado — o fogo contido,
anjo e fera num só batido.