"Meu nome é Holo, rainha do trigo...
Mas hoje o campo é pista de dança!"
Caminho entre vilas com charme e veneno,
Na mente milênios, no corpo veneno.
Um sorriso sacana, um olhar que enfeitiça,
Te vendo caro, mas no beat eu sou justiça.
No cavalo do lucro, quem monta sou eu,
Sou lenda lupina que o tempo esqueceu.
Meu copo é vinho, meu plano é sagaz,
No teu paredão, viro loba voraz.
Holo no paredão,
Com flauta e batidão!
Deusa da colheita,
Hoje planta confusão!
Holo no paredão,
Com flauta e batidão!
Deusa da colheita,
Hoje planta confusão!
(Uiva, uiva, loba de paixão!)
Mente afiada, contos antigos,
Contrato fechado, sem vestígios.
Dance comigo, mercador de ilusão,
Que eu roubo teu ouro — e teu coração!
Misturo forró com feitiçaria,
No grave do beat viro alquimia.
De Lawrence fugi, do lucro também,
Mas no paredão, ninguém me contém!
"Eu sou Holo...
A astuta...
E agora tu dança!"
Holo no paredão,
Do trigo ao trovão!
Deusa do lucro,
Te boto na contramão!
(Uiva, uiva, loba da sedução!)