Tu trazes junto uma eternidade
limites que imitam o horizonte.
Tudo é eterno em ti.
Toques que se fundem no finito.
Um olhar que paralisa meu tempo, o tempo.
Mata a dor, minha dor.
Trazes um monte que fica em mim
uma morte que finca em mim
uma noite que morre em mim.
Deixas tua noite aqui
mira-me em pequenos espaços.
Deitas no tempo e cheiras o luar
o mato em tempero da vida
o monte que enfeitiça a vista
e fazes amar.
Amas em eternidade.
Tu.
Já que trazes em ti o horizonte
o eterno do finito.
Mata minha dor
e fica.