Somos as vozes do azul infinito
Onde o luar se desvanece em tons atemporais
Nossas canções tecem redes de luz líquida
Através de correntes profundas, intocadas pelo tempo
Ouça-nos — cantamos sobre sal e vento
Sobre a pulsação da própria terra em nossa pele
De contos esquecidos que nenhum livro retém
Só nós nos lembramos, profundos e dolorosos
Às vezes sussurramos sobre a Atlântida perdida
Dormindo onde a escuridão ainda reina
Ou sobre águas-vivas como luzes fantasmagóricas
Dançando onde o mar reclama
Ouça-nos — cantamos sobre sal e vento
Sobre a pulsação da própria terra em nossa pele
De contos esquecidos que nenhum livro retém
Só nós nos lembramos, profundos e dolorosos
Quando o oceano respira, nós somos o seu som
Um coro de anseio, vasto e ilimitado
Mas às vezes uma nota flutua na escuridão —
E as ondas se acalmam pelo que lhes falta
Algum dia, quando as marés recuarem
Apenas os ecos se repetirão
Mas enquanto você ouvir — mesmo que seja tarde —
Não estamos sozinhos. Cante comigo