Ligaram o modo revolta…
Aqui ninguém abaixa a cabeça.
Se o sistema bate, a rima bate de volta!
Eu vim da lama onde o Estado nunca desce,
onde a lei só aparece quando é pra ser juiz e não pra ser prece,
onde o pobre já nasce culpado,
e o mesmo culpado sustenta o mercado.
Reforma, promessa, mentira de chefe,
o povo cansou do discurso que fede,
eles vendem esperança vencida,
e compram silêncio com miséria escondida.
Mas eu sou o ruído que eles tentam extinguir,
o grito sujo que se recusa a sumir,
não sou estatística, não sou arquivo,
sou a prova viva de que o povo tá vivo!
Se o sistema oprime, minha voz explode,
minha rima rasga a estrutura e não se esconde,
querem calar a rua, mas a rua não pode —
quando o rap levanta, muita máscara cai e muita verdade explode.
Eles pedem “ordem”, mas vendem caos,
escondem cadáver pra proteger seus iguais,
a mídia edita a verdade em pedaços,
e transforma o oprimido em ameaça do espaço.
Mas nós não recua, nós endurece,
se o chão racha, a mente cresce,
a favela aprende a sobreviver pra lutar,
e a voz que eles tentam matar volta pra multiplicar.
Eu não sou santo, mas também não sou deles,
não abaixo a cabeça pra coroa de rei sem lei,
toda revolução começa no peito,
e a minha começa dizendo: NÃO aceito!
Se o sistema oprime, minha voz explode,
minha rima rasga a estrutura e não se esconde,
querem calar a rua, mas a rua não pode —
quando o rap levanta, muita máscara cai e muita verdade explode.
Não recuo, não vendo, não mudo o discurso,
eu sou o barulho que assombra o convés do luxo,
o eco da dor que eles fingem não ouvir,
mas que cresce, cresce… e não vai sumir.
O jogo é sujo, mas a mente é firme,
o povo é chama que ninguém extingue,
se eles querem pressão, então sinta a tensão —
rap agressivo é o rugido da revolução.