Isso é extremo rap — sem dó, sem moldura, é soco de verdade contra muralha de censura. Se o sistema treme, é porque a rima está madura. Eu não cuspo ódio… Eu devolvo a estrutura.
Asfalto quente, noite funda, dor pulsante, o pobre corre, o rico dorme com segurança gigante. A mídia filtra tudo pra manter o mito, de quem morre na quebrada já nasceu “conflito”. E o Estado? Estado é só a sombra do que não faz, prega paz com mão suja e sorriso inglês. Mas o povo sabe — sempre soube — que quem promete o futuro não vive o hoje. Eu não escrevo rima — escrevo denúncia, sou a garganta que nunca pediu indulgência. Se a elite se irrita, eu dobro a força, porque o barulho da rua nunca teve escolta.
Isso é extremo rap — sem dó, sem moldura, é soco de verdade contra muralha de censura. Se o sistema treme, é porque a rima está madura. Eu não cuspo ódio… Eu devolvo a estrutura.
Eles pedem calma… calma pra quem? Pra quem sente o país esmagando também? Se a revolta nasce, é porque alguém pariu a dor, e quem lucra com ela sempre tem mais cor.
Extremo não é gritar — é falar o que ninguém quer encarar: que enquanto um sobe sem olhar pra trás, mil caem tentando sobreviver ao país capaz de amar o lucro e enterrar o pobre.