Trem de Verão - Wilson Teixeira
Vem chegando o verão
Vem riscando o sertão
Feito um trem bala na carreira pela noite derradeira
Dividinho esse rincão
Celebrando estação de viola na mão
Sai faísca da caldeira
Vem descendo a ribanceira
Fuço fuco no sertão
E vêm chegando vem cortando a capoeira
E não vai faltar madeira se acaso precisar
O aço grita pelos trilhos da saudade
E o apreço da morena já valeu até a passagem
Eu quero desbravar
Deixa o dedo descer
A morena vertê
E cada lágrima que rola ao som da minha viola
Faz seu corpo estremecer
Vem chegando o verão
Vem riscando o sertão
Feito um trem bala na carreira
Bela noche dividindo esse rincão
Antes de nascer o sol estou desperto
Procuro minha viola que pena desafinou
Ouço o apito da velha Maria Fumaça
Que já está enciumada sua imagem ofuscada pelo brilho dessa banca
E não tem curva nem ponte
Não tem pinguela
O chão é uma passarela suave pra deslizar
Mato saudade do Chuí ao Oiapoque
Pois comigo ninguém pode
Eu viajo do sul ao norte
Só pra te ver amor
Vem chegando o verão
Vem riscando o sertão
Feito um trem bala na carreira pela noite derradeira
Dividinho esse rincão
Celebrando estação de viola na mão
Sai faísca da caldeira
Vem descendo a ribanceira
Fuço fuco no sertão
E vêm chegando vem cortando a capoeira
E não vai faltar madeira se acaso precisar
O aço grita pelos trilhos da saudade
E o apreço da morena já valeu até a passagem
Eu quero desbravar
Deixa o dedo descer
A morena vertê
E cada lágrima que rola ao som da minha viola
Faz seu corpo estremecer
Vem chegando o verão
Vem riscando o sertão
Feito um trem bala na carreira pela noite derradeira
Dividinho esse rincão
Antes de nascer o sol estou desperto
Procuro minha viola que pena desafinou
Ouço o apito da velha Maria Fumaça
Que já está enciumada sua imagem ofuscada pelo brilho dessa banca