Saudade da Roça
Eu me lembro da roça, onde eu nasci e cresci
Na varanda da casa, a rede balançando
Do fogão a lenha, que esquentava o meu café
À o cheiro do café, o cantar do galo madrugador, que anunciava o amanhecer
A vida simples, sem nenhum regalo
Ai, que saudade da roça, do verde da mata
Do rio que corria, da terra que dava riqueza
Dos amigos de verdade, da viola que alegrava
Da vida tranquila e boa, sem pressa e sem trava
Hoje eu vivo na cidade, numa rotina sem fim
O tempo passa depressa, não sobra nada pra mim
As pessoas são distantes, o trânsito é pesado
A vida é uma correria, o coração fica apertado
Ai, que saudade da roça, do verde da mata
Do rio que corria, da terra que dava riqueza
Dos amigos de verdade, da viola que alegrava
Da vida tranquila e boa, sem pressa e sem trava
Mas eu não perco a esperança, de um dia voltar pra lá, roça querida
Pra sentir a paz que me traz a vida
Pra plantar meu pé na terra batida
E viver feliz, sem nenhuma pressa na vida
Ai, que saudade da roça, do verde da mata
Do rio que corria, da terra que dava riqueza
Dos amigos de verdade, da viola que alegrava
Da vida tranquila e boa, sem pressa e sem trava