Me recuso a olhar para os lados
Tento não contar meus passos
Enquanto caminho em direção ao precipício.
Queria voltar mas não posso ir embora
A cada dia mais minha mente se deteriora
Refém de mim mesmo preso num hospício.
Nem tudo poderia ter sido diferente
O planeta é feito de pessoas descrentes
Sem saber de onde esperar
A salvação delas e deste mundo
Inertes num colapso profundo
Sem saber o nome de quem gritar
Estamos perdidos sozinhos a beira da destruição
Fora do caminho e sem esperança alguma de salvação
O paraíso prometido se tornou o inferno algum dia
Levantar e seguir em frente não sei se poderia...
Cada manhã que nasce é a contagem pro fim
Por mais quanto tempo será assim
Vejo sorrisos que se arrastam pelo chão
Bastaria acordar deste pesadelo num susto
Mas se Deus for mesmo justo
Ele sabe que não merecemos perdão
Estamos perdidos sozinhos a beira da destruição
Fora do caminho e sem esperança alguma de salvação
O paraíso prometido se tornou o inferno algum dia
Levantar e seguir em frente não sei se poderia
Dos heróis só restaram às sombras e nada mais
Em tempos de guerra nós pedimos paz
Sangue que saiu de mim escorre de sua mão
Não houve tempo não há perdão.
Estamos perdidos sozinhos a beira da destruição
Fora do caminho e sem esperança alguma de salvação
O paraíso prometido se tornou o inferno algum dia
Levantar e seguir em frente não sei se poderia
Dos heróis só restaram às sombras e nada mais
Em tempos de guerra nós pedimos paz
Sangue que saiu de mim escorre de sua mão
Não houve tempo não há perdão.